Agenda 2011, na versão caveirinha!!!...miolo em papel reciclado e uma página por dia.
Freitag, 29. Oktober 2010
Donnerstag, 28. Oktober 2010
Caixinha porta tudo!
Mittwoch, 27. Oktober 2010
Álbuns para meninos
Álbuns para meninas
Sonntag, 24. Oktober 2010
Agenda 2011
Agendas 2011
Finalmente!!! As Agendas 2011 começam a sair. Em dois tamanhos: 12,0 X 16,0 cm (como essa aí da foto) e a menorzinha, tamanho 9 X 12 cm.
As agendas são feitas em papel reciclado e tem folha inteira pra cada dia.
Quem quiser personalizar a sua é só entrar em contato que bolamos uma única e exclusiva, pra você!!



As agendas são feitas em papel reciclado e tem folha inteira pra cada dia.
Quem quiser personalizar a sua é só entrar em contato que bolamos uma única e exclusiva, pra você!!
Samstag, 23. Oktober 2010
O caderno de Pollyana
Montag, 18. Oktober 2010
Memorias del mundo
E VIVA LA ESPAÑA!!
Para adquirir qualquer caderno da linha "Memorias del mundo",
basta ligar para 8896-1858
ou visitar a La Casa Mayor, na Rua Germano Torres, 28
Carmo-Sion, Belo Horizonte, Brazil 30.310.040
Para saber más llama al 8896 1858 o envía un correo a contato@lacasamayor.com.br
“Todo pasa y todo queda,
pero lo nuestro es pasar,
pasar haciendo caminos,
caminos sobre el mar.
…Caminante, son tus huellas
el camino y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
…Golpe a golpe, verso a verso…”.
Trechos del que sabe “Caminante no hay camino” de Antonio Machado.


Para adquirir qualquer caderno da linha "Memorias del mundo",
basta ligar para 8896-1858
ou visitar a La Casa Mayor, na Rua Germano Torres, 28
Carmo-Sion, Belo Horizonte, Brazil 30.310.040
Para saber más llama al 8896 1858 o envía un correo a contato@lacasamayor.com.br
“Todo pasa y todo queda,
pero lo nuestro es pasar,
pasar haciendo caminos,
caminos sobre el mar.
…Caminante, son tus huellas
el camino y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
…Golpe a golpe, verso a verso…”.
Trechos del que sabe “Caminante no hay camino” de Antonio Machado.
Memorias del mundo
Coleção La Casa Mayor

La Casa Mayor y Papelim Arte Em Papéis presentan: Memorias del mundo.
Es con la inspiración que nos trae la belleza de descubrir al viajar nuevos mundos dentro de nosotros mismos que, con mucho cariño e ilusión hemos desarrollado una línea preciosa y exclusiva de cuadernos para tus viajes.
Que puedas plasmar en ellos lo que ves y sientes, tu memoria del mundo, tu memoria de ti.
Samstag, 9. Oktober 2010
Álbum bebê
Álbum Corujinha
Esse é o Álbum do André, um menininho de olhos vivos e brilhantes, filho da Olívia, que em um dia conheci, lá em Mariana.
Para o álbum do André usei papel de scrapbooking laminado e tecido 100% algodão, na capa; no miolo, papel acid-free 240g, intercalado a folhas de sêda e papel colorplus 180g.
Fechamento em fitas e para costurar os blocos, a Longstitch, tipo de costura que valoriza e permite que o álbum cresça, sem deformações.


Para o álbum do André usei papel de scrapbooking laminado e tecido 100% algodão, na capa; no miolo, papel acid-free 240g, intercalado a folhas de sêda e papel colorplus 180g.
Fechamento em fitas e para costurar os blocos, a Longstitch, tipo de costura que valoriza e permite que o álbum cresça, sem deformações.
Freitag, 8. Oktober 2010
Caderninho mágico
Mais Álbum de fotos
Esse álbum foi encomendado pela Olívia, para guardar as fotos do seu filhinho, o André!! A capa é de papel feito pela design Mariana Massarani; o miolo em papel acid free, próprio para conservar fotografias, intercalado a folhas de seda e papel colorplus colorido 180g; costura Longstitch; fechamento em fitas.


Montag, 4. Oktober 2010
Álbum de fotos
Metamorfose
Passando por tempos difíceis... recebi um texto lindo, de uma "amiga de infância" virtual, e que caiu como uma luva pra mim hoje. Mais que um meio de sobrevivência, a internet tem me proporcionado essas coisas, a descoberta de pessoas nas quais me identifico e compartilho as pequenas coisas da vida.
De fato, sobre elas nada sei...a não ser que são pessoas lindas, sensíveis, especiais e que, com certeza, posso muito confiar.
Compartilho o texto como um desabafo. Um reflexo desse dia cinzento, que reproduz em suas cores o que sinto hoje em meu coração.
A pipoca - Rubem Alves
por Stael Guiao, sábado, 2 de outubro de 2010 às 15:40
As comidas, para mim, são entidades oníricas.
Provocam a minha capacidade de sonhar...
Nunca imaginei, entretanto, que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar.
Pois foi precisamente isso que aconteceu.
A pipoca, milho mirrado, grãos redondos e duros,
sempre me pareceu uma simples molecagem,
brincadeira deliciosa, sem dimensões metafísicas ou psicanalíticas.
Entretanto, dias atrás, conversando com uma paciente, ela mencionou a pipoca.
E algo inesperado na minha mente aconteceu.
Minhas idéias começaram a estourar como pipoca.
Percebi, então, a relação metafórica entre a pipoca e o ato de pensar.
Um bom pensamento nasce como uma pipoca que estoura,
de forma inesperada e imprevisível.
Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.
Assim acontece com a gente.
As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.
Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira.
São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa.
Só que elas não percebem.
Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.
Mas, de repente, vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos.
Dor.
Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho,
ficar doente, perder um emprego, ficar pobre.
Pode ser fogo de dentro.
Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso aos remédios.
Apagar o fogo.
Sem fogo o sofrimento diminui.
E com isso a possibilidade da grande transformação.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela,
lá dentro ficando cada vez mais quente,
pense que sua hora chegou: vai morrer.
De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente.
Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada.
A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz.
Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece:
PUF!! — e ela aparece como outra coisa,
completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado.
É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante.
Por exemplo: em Minas "piruá" é o nome que se dá às mulheres que não conseguiram casar.
Minha prima, passada dos quarenta, lamentava:
- "Fiquei piruá!"
Mas acho que o poder metafórico dos piruás é maior.
Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar.
Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.
A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura.
O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira.
Não vão se transformar na flor branca macia.
Não vão dar alegria para ninguém.
Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo a panela,
ficam os piruás que não servem para nada.
Seu destino é o lixo.
Quanto às pipocas que estouraram...
São adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida
é uma grande brincadeira!
Nunca imaginei que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar.
Pois foi precisamente isso que aconteceu.
Rubem Alves
De fato, sobre elas nada sei...a não ser que são pessoas lindas, sensíveis, especiais e que, com certeza, posso muito confiar.
Compartilho o texto como um desabafo. Um reflexo desse dia cinzento, que reproduz em suas cores o que sinto hoje em meu coração.
A pipoca - Rubem Alves
por Stael Guiao, sábado, 2 de outubro de 2010 às 15:40
As comidas, para mim, são entidades oníricas.
Provocam a minha capacidade de sonhar...
Nunca imaginei, entretanto, que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar.
Pois foi precisamente isso que aconteceu.
A pipoca, milho mirrado, grãos redondos e duros,
sempre me pareceu uma simples molecagem,
brincadeira deliciosa, sem dimensões metafísicas ou psicanalíticas.
Entretanto, dias atrás, conversando com uma paciente, ela mencionou a pipoca.
E algo inesperado na minha mente aconteceu.
Minhas idéias começaram a estourar como pipoca.
Percebi, então, a relação metafórica entre a pipoca e o ato de pensar.
Um bom pensamento nasce como uma pipoca que estoura,
de forma inesperada e imprevisível.
Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.
Assim acontece com a gente.
As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.
Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira.
São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa.
Só que elas não percebem.
Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.
Mas, de repente, vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos.
Dor.
Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho,
ficar doente, perder um emprego, ficar pobre.
Pode ser fogo de dentro.
Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso aos remédios.
Apagar o fogo.
Sem fogo o sofrimento diminui.
E com isso a possibilidade da grande transformação.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela,
lá dentro ficando cada vez mais quente,
pense que sua hora chegou: vai morrer.
De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente.
Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada.
A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz.
Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece:
PUF!! — e ela aparece como outra coisa,
completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado.
É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante.
Por exemplo: em Minas "piruá" é o nome que se dá às mulheres que não conseguiram casar.
Minha prima, passada dos quarenta, lamentava:
- "Fiquei piruá!"
Mas acho que o poder metafórico dos piruás é maior.
Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar.
Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.
A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura.
O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira.
Não vão se transformar na flor branca macia.
Não vão dar alegria para ninguém.
Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo a panela,
ficam os piruás que não servem para nada.
Seu destino é o lixo.
Quanto às pipocas que estouraram...
São adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida
é uma grande brincadeira!
Nunca imaginei que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar.
Pois foi precisamente isso que aconteceu.
Rubem Alves

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